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15 agosto 2014

E onde é que fica a realidade?

A morte trágica de Eduardo Campos tem trazido à tona um sem número de especulações e maluquices.
A última que li é de uma suposta conspiração, liderada por Marina Silva e (claro) organizada pela CIA, que teria derrubado o avião em que estava o presidenciável.
Os "argumentos" apresentados seriam a ligação de Marina com ongs internacionais, ligadas à realezas europeias e o fato de ela não ter embarcado no mesmo voo.
Só faltaram aí na lista os Iluminattis, extraterrestres e a assinatura de um lunático: Por que não Olavo de Carvalho?
Seria até engraçado, não fosse o fato de que as pessoas agem a partir de avaliações deste tipo. Se movem assim, trabalham, votam, interagem, julgam os outros.
E o mundo real, os fatos, que se encaixem nestas fantasias todas...

09 agosto 2014

Pai, pais, país

Leio todas estas coisas sobre o dia dos pais.
E me pergunto que "pai" é este que aparece nas felicitações.
Pai idealizado. Pai comercial.
O pai é uma de nossas grandes questões como país.
Estamos sempre à procura de um pai.
Mas de que pai estamos falando?
O pai que sequer registra o filho?
Do pai que abandona? Do pai que bebe? Que bate? Que paga a pensão e vai ver o filho uma vez por semana?
O pai adolescente, que nem sequer é nomeado como pai?
Que figura é esta, que nos foge?
Por que precisamos tanto dos pais da nação? Dos Lulas e Getúlios?
Segundo os números que gostam de ser criados e recriados,
algo como 4% dos pais dividem as tarefas domésticas em casa. Só isto? Só 4%? Só dividir?
Por que tantos "heróis" pais nas redes virtuais?
O pai que assume a criação dos filhos é uma invenção recente,
mas parece que a propaganda sobre ele generaliza sua atuação na sociedade. Entretanto ele segue exceção.




05 agosto 2014

A lei ilegal

Dois manifestantes de São Paulo foram presos por porte de material explosivo.
Há 45 dias estão na prisão. Um deles é professor.
Várias testemunhas depuseram, dizendo que eles são inocentes e que no momento da prisão não estavam cometendo nenhum tipo de ato ilegal.
Agora o laudo da própria polícia apontou que o material NÃO era explosivo.
Eles continuam presos.
Já a polícia do Rio incriminou o filósofo anarquista Bakunin (que morreu em 1876).
Enquanto isto, nas ruas, a população segue insegura.
Definitivamente, não precisamos deste tipo de polícia.
Nem dos juízes que colaboram com este tipo de coisa.

21 julho 2014

É

     Querem nos fazer crer que democracia é apenas apertar botãozinho a cada dois anos, e escolher entre seis e meia dúzia.
     Por isto, todos estes que dividem o poder estão juntos na campanha contra novas manifestações.
Também por isto as prisões.
     Há um ano atrás eles borraram as calças, agora semeiam o medo para que a gente não volte a mostrar a cara.
     Quem gosta de ser enganado, que acredite.
     Eu é que não fico "com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela".

20 julho 2014

O príncipe

Ela o viu como quem vê o final do caminho do sonho.
Ele era lindo, perfumado, perfeito. Tudo nele emanava sedução.
Sabia se vestir, dançar, olhar.
O universo enfim conspirava a seu favor. E era lindo demais.
Se havia alguma dúvida para ela, ao vê-lo se dissipou no ar.
O príncipe era tudo. Era o mundo todo e um tanto mais.
Ela jogou-se sem medo e lhe deu o melhor de todos os beijos.
Bum!
Ele se transformou num sapo.
Acabou.

11 julho 2014

Neruda outra vez

Neste sábado, 14 de julho, um holograma de Pablo Neruda caminhará pelas ruas de Santiago do Chile.
Ele nasceu há 110 anos.
O fantasma de Neruda retornará para encontrar belezas onde ninguém mais vê coisa alguma?
O que pensará ele sobre o mundo, este mundo?
Chorará o sangue das crianças palestinas derramado pelas ruas?
Escreverá outros tantos poemas de amor e outra canção desesperada?
O grande poeta certamente se assustaria com este nosso tempo. Será mesmo, Elenilton? Não é de susto, medo e maravilhas todo o tempo percorrido?

Os ossos dos ditadores contaminam a terra, toda a terra.
As ondas continuam a bater nas pedras de Isla Negra.
E os amantes de todas as partes seguem insistindo, lutando.
Certamente não é o mundo dos sonhos de ninguém.
Mas as razões para seguir continuarão existindo. Nós as inventamos todos os dias.
Pablo Neruda está vivo em seus livros, em seu testemunho militante.
O mundo, injusto, segue em obras.


Na foto, Pablo Neruda brinca com um pássaro na casa de Jorge Amado.

30 junho 2014

Ausência temporária

Estou ausente daqui temporariamente,
pois ainda sem internet na nova casa.
Olhos e antenas seguem ligados.
Mas, pela velocidade da empresa Oi,
até o final desta década estará tudo resolvido...hehe!