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04 maio 2016

O café

     O café é mais presente em minha vida pelo seu cheiro maravilhoso. A pessoa que está passando o café sempre me parece simpática, mesmo que ela nem seja de verdade. Naquele momento ela é, como alguém que estende a mão com uma flor.
     Quase nunca bebo café, mas tenho um grande prazer em saboreá-lo quando visito alguém que eu gosto. Acho que quem me ensinou isto foi a Janete, que é mãe do meu amigão Júnior.
     Ela sempre me ofereceu seu café sem comparação. Mas é claro que não era só a bebida, era um ritual. Um ritual de carinho, afeto, e um olhar generoso que sempre se abriu para mim, para as outras crianças, para os animais abandonados que ela retirava da rua (e ainda deve retirar).
     Nem sei se a Janete vai ler isto. De qualquer jeito, uma hora destas vou bater na porta dela e ficar esperando aquela hora mágica em que me oferecerá um café. Já estou até sentindo o cheiro.

20 dezembro 2015

Luís Augusto Fischer escreve sobre "A Caixa de Perguntas"

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/12/luis-augusto-fischer-caixa-de-perguntas-4933952.html